Sincretismo e síntese na formação da umbanda

  • Rafael Neves Flôres Belmont
Palavras-chave: Memória, Sincretismo, Candomblé, Umbanda

Resumo

A discussão empreendida por Roger Bastide sobre a presença da África no Brasil percorreu os caminhos da memória em torno dessa civilização. No afã de compreender como os africanos e seus descendentes mantiveram viva sua cultura, percebe que recorreram à forma sincrética da bricolage, onde não substituem seus valores pelos valores dos dominantes, apenas operam uma justaposição. Dando prosseguimento a essa linha de pensamento, Renato Ortiz identifica que a Umbanda, também depositária do sincretismo bastidiano, constituir-se-á enquanto forma sintética, tornando-se assim a religião brasileira por excelência.

Referências

Bastide, Roger (1959) Brasil terra de contrastes. São Paulo. Difusão Européia do Livro.
_____________(1961) O candomblé da Bahia: rito nagô. São Paulo, Companhia Editora Nacional.
____________(1971) As religiões africanas no Brasil: contribuição a uma sociologia das interpenetrações de civilizações. São Paulo. Editora da Universidade de São Paulo.
____________(1973) Estudos Afro-brasileiros. São Paulo, Editora Perspectiva.
____________ (1983) "As contribuições culturais dos africanos na América Latina: tentativa de síntese", in Queiroz, Maria Isaura P. (org.), Roger Bastide: Sociologia. Coleção Grandes Cientistas Sociais. São Paulo: Ática, p. 156-176.
Birman, Patrícia (1985) O que é Umbanda. São Paulo: Brasiliense.
Durkheim, Émile (1970) "Representações individuais e representações coletivas", in Sociologia e Filosofia, Rio de Janeiro, Forense, pp.13-42.
________________(1998). “Religião e conhecimento”, in: Rodrigues. José Albertino (org.) Émile Durkheim: Sociologia. Coleção Grandes Cientistas Sociais. São Paulo: Editora Ática, p. 147-203.
________________(1999). As Regras do Método Sociológico. São Paulo: Editora Martins Fontes.  
Goldman, Márcio (1994) Razão e diferença: afetividade, racionalidade e relativismo no pensamento de Lévy-Bruhl. Rio de Janeiro: UFRJ/GRYPHO.
Halbwachs, Maurice (2004) A Memória Coletiva. São Paulo: Ed. Centauro.
Kardec, Allan (1995) O Evangelho Segundo o Espiritismo. Tradução de Salvador Gentile, revisão de Elias Barbosa. Araras, SP, Editora IDE, 190° edição.
Maggie, Yvonne (1977) Guerra de Orixá: um estudo de ritual e conflito. 2ª edição, Rio de Janeiro, Zahar Editores.
Ortiz, Renato (1980) Do sincretismo à síntese. – in: Ortiz, Renato. A consciência fragmentada: ensaios de cultura popular e religião. Rio de Janeiro: Paz e Terra, p. 91-108.
_____________(1999) A morte branca do feiticeiro negro: umbanda e sociedade brasileira. São Paulo, Brasiliense, 2ª ed.
Peixoto, Fernanda Áreas (2000) Diálogos Brasileiros: uma análise da obra de Roger Bastide. São Paulo, Editora da Universidade de São Paulo.
Rivas, F. (Arapiaga) (1996) Umbanda – A proto-síntese cósmica. – 3ª edição ver. – São Paulo: Ícone.
Silva, Vagner G. (1995) Orixás da metrópole. Petrópolis, RJ: Vozes.
_____________ (2005) Candomblé e Umbanda: caminhos da devoção brasileira. São Paulo: Selo Negro.
Silva, W.W. da Matta e.(Yapacani) (1996) Umbanda de todos nós. São Paulo: Ícone, 9ª. Edição.
Turner, Victor W (1974) O processo ritual: estrutura e anti-estrutura. Petrópolis, Vozes.
Publicado
2018-06-24